Pegada de Carbono é o que, afinal?!

Por Clarissa da Silva Moura e Roberta Guimarães

Você já se questionou como suas escolhas do dia a dia afetam a atmosfera e a estabilidade climática? Se sua pegada de carbono é de gigante ou de anão?

Existem muitos estudos e publicações que enfatizam os impactos causados no meio ambiente pelos seres humanos. Em 1995, Wackernagel e Rees publicaram o livro “Our Ecological Footprint: Reducing Humam Impact on the Earth”. Nele, foi introduzido um indicador de sustentabilidade ambiental que pode ser usado para medir e gerenciar o uso de recursos do Planeta.

Esse indicador é usado para monitorar a sustentabilidade do estilo de vida dos indivíduos, produtos e serviços, organizações, indústrias, cidades, regiões e até nações.

A esse ponto, você deve estar se perguntando quais fatores influenciam esse indicador. Vamos lá!

A Pegada Ecológica mede o impacto, ou seja, o uso humano ecossistemas.

Já a Biocapacidade é a capacidade das áreas biologicamente produtivas de terra ou água de renovar os recursos naturais e absorver a produção resíduos. Ambas são expressas em hectares globais de áreas biologicamente produtivas.

As contas da Pegada Ecológica e da Biocapacidade abrangem seis grandes categorias de áreas bioprodutivas: terras agrícolas, terras de pasto, florestas, áreas de pesca, áreas de consumo de carbono e solo construído. Portanto, esses indicadores avaliam o equilíbrio entre consumo de recursos e produção de resíduos e é diretamente influenciado pelas escolhas, hábitos de vida e quantidade de pessoas no Planeta.

E como isto está relacionado à Pegada de Carbono?

A pegada de carbono refere-se atividades humanas que emitem Gases do Efeito Estufa (GEEs) e também é determinada pelo nossas escolhas e estilos de vida.

Diferentes atividades emitem diferentes tipos de GEEs, mas todos podem ser convertidos em carbono equivalente de acordo com sua contribuição para as mudanças climáticas. Hoje em dia, mais de 50% da nossa pegada ecológica corresponde à Pegada de Carbono. Na década de 1970, essa fração era muito menor.

Se as escolhas de produtos/processos/serviços influenciam na emissão de GEEs, então podemos fazer alguma coisa para mudar a situação atual, não? A pergunta é: Como?

A Pegada de Carbono tem várias fontes, como a queima de combustível fóssil, uso de agrotóxicos, produção de cimento, criação de gado, desmatamento, queimadas… Então, a modificação de hábitos e escolhas de consumo são de extrema importância. Nas escolhas, optar por produtos com embalagens recicláveis ou recicladas, alimentos orgânicos e sacolas retornáveis. Nos hábitos, fazer compostagem dos resíduos orgânicos, usar transporte coletivo ou bicicletas etc..

E o que não dá para reduzir ou eliminar sem abrir mão do que é importante para nós? Ah, para isso tem a CoClima! Uma árvore sequestra entre 130 e 250kgs de carbono ao longo da sua vida(1), além dos seus vários outros benefícios adicionais como:

Não é à toa que as “soluções baseadas na natureza”, como o plantio de árvores, são tidas como o método mais eficiente e barato de reverter o processo de mudanças climáticas(2). E não é à toa que a CoClima o abraçou… Além do fato que nós simplesmente AMAMOS árvores, lógico.

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